Moradores chegam a Fernando de Noronha no último voo antes do fechamento do aeroporto

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Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Neste sábado (4), chegou o último voo a Fernando de Noronha antes do fechamento do aeroporto para moradores. Um decreto estadual determinou que, a partir de domingo (5), só servidores públicos podem ir para a ilha, uma medida para conter o avanço do novo coronavírus.

A proibição de entrada de moradores é válida, inicialmente, por 15 dias, mas pode ser prorrogada. A ilha já estava fechada para o turismo desde o dia 21 de março, por tempo indeterminado.

Ao todo, chegaram 55 passageiros no voo deste sábado. A equipe da Vigilância em Saúde do Distrito fez a aferição da temperatura de todos as pessoas que chegaram para verificar se algum estava com febre. Todos eles responderam, também, a um questionário.

“Avaliamos se a pessoa teve contato com alguém com sintomas gripais e até se tem o sintoma de gripe”, explicou o gerente de Vigilância em Saúde, Carlos Diógenes Ferreira de Lima.

Do total de passageiros, 20 eram servidores público e 35 moradores da ilha, sendo que esses últimos precisam ficar em isolamento de sete ou 14 dias. Segundo Lima, os funcionários do governo já cumpriram quarentena.

O empresário Ailton Dantas dos Santos estava fora de Noronha há mais de 30 dias e foi um dos moradores que retornou à ilha. “Soube na sexta-feira do fechamento. Sei que tenho que ficar isolado e vou seguir a determinação. Eu precisava voltar, é aqui que moro”, falou Ailton.

A camareira Edna Pereira da Paz estava acompanhando o marido em um tratamento de saúde no continente e agilizou o retorno ao saber do fechamento. “Eu já queria voltar e vi na reportagem que era o último voo. Vim para ficar”, disse Edna.

O mecânico Fábio Torres não sabia que o voo era o último antes do fechamento do aeroporto para moradores. “Fui ao continente visitar minha família, moro na ilha e retornei [como tinha previsto]”, falou.

Neste sábado, deixaram Noronha 118 pessoas. O técnico contábil Alessandro Francisco foi desligado da empresa que trabalhava e teve que seguir para o continente. “Eu estava na ilha há quase dois anos, fui demitido e ainda não sei quando vou receber a rescisão, mas preciso ir”, contou.