Após três dias sumido, o frentista Jean Jackson Cruz da Mata, de 37 anos, reapareceu, na noite do sábado (4), em um hospital em Gravatá, no Agreste do estado. Ao g1, por telefone, ele relatou neste domingo (5) não lembrar direito o que aconteceu entre estar no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, onde tinha sido visto pela última vez, e acordar em outra cidade.

“Deu um apagão em mim. A última coisa de que lembro é uma dor de cabeça”, relatou Jean Jackson.
“Eu olhei para o chão e pensei ‘meu Deus, onde eu estou?’. Um mototaxista disse que eu estava em Gravatá e me ensinou onde era o hospital, porque a dor de cabeça era muito forte. Lá, lembrei o telefone da minha esposa e pedi um celular emprestado. Aí disseram que eu estava há três dias desaparecido”, disse o frentista.

Morador de Escada, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, Jean Jackson entrou em contato com a família na quarta-feira (1º) e avisou que iria dormir fora de casa e que retornaria na quinta-feira (2), segundo a família. Porém, ele não voltou e a Polícia Civil começou a investigar, na sexta-feira (3), o desaparecimento.

Jean Jackson trabalha em um posto no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, mas também não apareceu para trabalhar. O frentista relatou que se lembra de ter bebido no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, e de ter sido assaltado.

“Levaram meu telefone. Do Cabo, vim para Escada de ônibus e, de lá, peguei um ônibus voltando para o Recife. Na Rodoviária, peguei um ônibus para Palmares [na Zona da Mata] e cheguei em Gravatá à noite. Achei uma casa que estava em construção e dormi nela”, declarou o frentista, que não soube explicar o motivo de ter feito o percurso.